Uma parte da alma

A cada lágrima, uma parte da alma.

As nuvens cobriam o céu deixando o dia estranhamente cinzento. O vento estava manso, tímido. A grama desgastada completando o cenário melancólico daquela tarde patética. Ao longe, os soluços e suspiros dos que ficaram eram ouvidos. Lágrimas cobriam as lápides dos entes perdidos. Flores murchavam conforme o dia envelhecia. O cheiro de decomposição era mascarado por um perfume artificial e enjoativo, como se com aquilo a morte fosse afastada e diminuísse a dor dos outros. Outros esses que choravam não por causa das memórias mas sim pela opacidade que as tomavam.

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