Pontos

Então, aqui em frente do computador, domada pela chatice de uma sexta-feira, estou escrevendo um texto sobre pontos. Não digo pontos como pontos de ônibus ou de taxi, estou falando sobre pontos como ponto final, ponto de interrogação e etc. Talvez o a preguiça de estudar e a irritante vida monótona que vivo tenha influenciado, e muito, em minha decisão de tema. Vamos começar no princípio que foi quando pensei nesse texto.

Lá estava eu navegando na internet quando vi um ponto de exclamação tatuado na nuca de uma moça. Não sei o motivo mas aquilo me fez parar e refleti. Geralmente, quando tatuamos algo em nosso corpo é porque queremos lembrar daquilo por toda a nossa vida, e aquele desenho ou palavra em sua pele passa a ter um significado para você que muitos podem não entender. Claro que existe aquelas pessoas que são meio porra-louca que tatuam o nome da namorada no braço e depois de uma semana o relacionamento termina. Claro que há aquelas pessoas que vão para Las Vegas e durante uma bebedeira tatuam algo que futuramente iriam se arrepender eternamente. Não estou me referindo a essa camada da população, para esse texto pensaremos que uma pessoa planeja cuidadosamente seu plano de ter algo permanente em seu corpo.  Voltemos então a tatuagem da moça. A primeira coisa que aconteceu foi o nascer de uma ruga no meio de minhas sobrancelhas. O que aquilo significava? Para tentar entender o porquê daquilo eu analisei alguns pontos de nossa língua.

Primeiramente o clássico ponto final. Pelo que vejo ele é o mais usado em nosso cotidiano. O usamos para praticamente tudo. Com ele podemos fazer frases que demonstrem ou não sentimentos, hesitação. É possível com ele fazer uma pergunta ou até mesmo deixar um suspense em seu texto. Um único pontinho que é usado de tantas formas e de tantos sentidos deve ser prestigiado.  

Temos o ponto de exclamação! Como ele nos faz até mesmo mais animados! Com ele criamos frases com muito mais sentimento do que com o ponto final! Se quiser expressar espanto! Irritação! Felicidade! Tristeza! Lá está ele para tornar nossos textos mais vivos!

Há também… as reticências… Quem não gosta de um suspense no final de um conto à lá Stephen King….

Temos a virgula e o ponto e vírgula, que cá entre nós, é muito útil para nossa vida, sendo usada para adicionar ideias, enumerar casos; e em alguns caso, dar ênfase.

E será que não nos esquecemos de mais nenhum? E o nosso amado ponto de interrogação? O usamos para tanta coisa, hiem? Ele é usado basicamente para perguntas, não? Mas somente para isso? Não podemos também expressar nossos sentimentos e finalizar a sentença com uma pergunta? Não o usamos várias vezes para fazer perguntas irônicas? Convenhamos que ele tem seu charme, né?

Acho que os pontos são como as pessoas. Há aquelas que são normais, por assim dizer, e assim podemos classifica-la como pontos finais. Expressam seus sentimentos e pensamentos mas de maneira controlada. Há outras que extravasam muito em tudo na sua vida, sendo como pontos de exclamação! Tudo demais! As “pessoas virgulas” são aquelas que sempre adicionam ideias e mais ideias em uma mesma frase, acho que elas são um pouco agitadas já que nem ao menos respiram durante sua fala; Então, agora teremos as “pessoas interrogações”, correto? Seriam aquelas que estão sempre perguntando sobre tudo e assim sempre se questionando, né?

Toda essa enrolação para falar sobre o significado de uma tatuagem! No final de minha rápida reflexão cheguei à conclusão de que aquela moça era uma pessoa bem extrovertida e animada! Sempre feliz com tudo a sua vida, ou muito triste com ela! Se me questionassem sobre o assunto e ficassem curiosos para saber qual ponto eu tatuaria em minha nuca eu responderia que seria o ponto de interrogação. Como ele é revolucionário! Com ele podemos fazer muito mais do que somente perguntas. Com ele podemos criar frases, manipular a mente de conhecidos, e criar.  Porém, ao mesmo tempo que ele me cativa ele me irrita. Não paro até que aquele ponto de interrogação saia de minha mente. E uma das melhores coisas é que com ele nós chegamos aonde estamos. Estamos aqui porque com perguntas criamos coisas muito maiores do que planejávamos. Outra função é fazer os outros ficarem se perguntando sobre novas questões.

E você, qual seu ponto?

 

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